sábado, 8 de junho de 2013

Literatura na Educação Infantil: para começar, muitos livros

  Garantir o contato com as obras e apresentar diversos gêneros às crianças pequenas é a principal função dos professores de creche e pré-escola para desenvolver os comportamentos leitores e o gosto pela literatura desde cedo.

  Todos os especialistas concordam que, num país como o Brasil, a escola tem um papel fundamental para garantir o contato com livros desde a primeira infância: manusear as obras, encantar-se com as ilustrações e começar a descobrir o mundo das letras. É nas salas de Educação Infantil que você, professor, deve apresentar os diversos gêneros à turma. Nessa fase, o que importa é deixar-se levar pelas histórias sem nenhuma preocupação em "ensinar literatura". Ler para os pequenos e comentar a obra com eles é fundamental para começar a desenvolver os chamados comportamentos leitores. 
  Por que ler 
Mesmo antes de aprender a ler, as crianças devem ser colocadas em contato com a literatura. Ao ver um adulto lendo, ao ouvir uma história contada por ele, ao observar as rimas (num poema ou numa música), os pequenos começam a se interessar pelo mundo das palavras. É o primeiro passo para se tornarem leitores literários - percurso que vai se estender até o fim do Ensino Fundamental. 

Quem lê 
Como a maioria das crianças de creche e pré-escola não é alfabetizada, a leitura deve ser feita pelo professor. Mas é essencial deixar que todos manipulem os exemplares. Incentive-os a folhear as páginas, observar as imagens e os textos e levar as obras para casa. 

Como ler 
Existem dois modelos básicos: o contato pessoal da criança com o livro, como foi explicado acima, e a roda de leitura, em que o professor lê para toda a turma. Nesse caso, é preciso sempre planejar a atividade, da escolha do texto às formas de interação. "A apresentação, a seleção e a preparação prévias, os motivos explicitados, a consideração do leitor, o incentivo aos comentários posteriores e o clima criado devem ser intencionais, e não obras do acaso", explica Virgínia Gastaldi, formadora do Instituto Avisalá, em São Paulo, no texto Quem Conhece Pode Escolher Melhor. Da mesma forma, o momento da leitura exige postura adequada, entonação de voz e uso correto das ilustrações para ajudar a conduzir a narrativa. No fim, é muito importante coletar as impressões da garotada, o que pode ser feito com perguntas simples: de qual parte da história cada um mais gostou (e por quê), o que chamou mais a atenção em cada personagem, qual ponto provocou mais alegria (ou medo, preocupação etc.). Esse momento de pensar sobre o que foi lido e expressar opiniões é um comportamento típico de quem gosta de ler - e vale para toda a vida. E não se esqueça de que essas opiniões podem (e costumam) ser diferentes. Essa troca também é boa para estimular os pequenos a aprender a ouvir o que os outros têm a dizer.

quarta-feira, 5 de junho de 2013







Vamos conscientizar as crianças a importância do nosso Meio Ambiente!

Podemos estar abordando vários questionamentos e atividades como:

NATUREZA E SOCIEDADE
- O que tem na natureza?
- Quais os sons da natureza?
- O que tem vida na natureza? (seres vivos) E o que não tem vida na natureza? (seres não vivos)
- Como devemos cuidar do meio ambiente?
- O que destrói o meio ambiente?
- O que é desmatamento? O que é poluição?
- Cartaz (O que vai para o lixo – com sucata, rótulos
- Materiais reciclados (confecção de brinquedos com sucata)
- Separação do lixo
- Dinâmica do Lixo
- Dinâmica “Arvore dos Sonhos”
- Conscientizar as crianças sobre as ações do homem que destrói o meio ambiente
- Germinação/ Plantas medicinais/ Partes da planta/ Necessidades da planta
- Eleição do Mascote da turma (projeto Valores)
- Boneco cabeludo
- Germinação com feijão

OBSERVAÇÃO: 
Podemos estar trabalhando esse assunto em linguagem, matemática, arte, musica e movimento.



Livros para a abordagem do assunto:


Meio Ambiente: Uma Introdução para Crianças
Autores guiam as crianças numa expedição ao meio ambiente, falando sobre a escassez da água, a má qualidade do ar, a construção de hidrelétricas, as espécies de animais em extinção, a produção de energia eólica, o aquecimento global, a reciclagem do livro, entre outros temas.
A cada tópico abordado, o livro traz experimentos científicos que podem ser trabalhados durante o ano escolar ou até mesmo pelos pais, em casa. Por meio da consultoria de Guilherme Domenichelli, os pequenos irão aprender como dessalinizar a água, a fazer um comedouro de aves com material reciclado, a cultivar uma árvore, como produzir um raio, entre outras experiências.
A obra também traz um glossário de termos técnicos relacionados a ações sustentáveis de fácil entendimento para as crianças.


   


Meio Ambiente e a Casa Contente e um livro infantil que fala da casa sustentável, com o uso da energia solar, que e renovável, para o aquecimento da água ou de um eco telhado que trás conforto térmico, da bicicleta como meio de transporte, que não emite gás carbônico ou o uso de lâmpadas econômicas e a separação do lixo ou dos resíduos facilitando a reciclagem.


A editora e a Edunisc – Editora da Universidade de Santa Cruz do Sul

E este vai especialmente para professores:

Livro - Meio Ambiente e Educacao Ambiental na
Este livro tem sua fundamentação numa educação humanista e voltada para a felicidade e o bem-estar do homem. Cada atividade propõe, através da prática, repensar a posição do homem frente às mudanças de ordem social, ecológica e psicológica a que estamos sujeitos.


Uma grande ideia para trabalharmos reciclagem em sala de aula. Pois também devemos cuidar do ambiente escolar =)





Se a escola tem espaço verde, aproveitem para plantar mais vida ao nosso Planeta !





Até a próxima pessoal !!!
beijinhos 

“A responsabilidade social e a preservação ambiental significa um compromisso com a vida.”- João Bosco da Silva

RESUMO – LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO (MAGDA SOARES)

   Magda Soares é professora Titular Emerita da Faculdade de Educação da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Graduada em Letras, doutora e livre-docente em Educação. É autora de vários livros. Também organizou o dossiê sobre letramento, publicado no periódico Educação e Sociedade, no.81 de dezembro de 2002. Seu objetivo é defender a especificidade e a indissociabilidade desses dois processos, tanto na perspectiva teórica quanto pratica pedagógica.
   O termo letramento surgiu no Brasil em meados dos anos de 1980. Numa perspectiva histórica, fala sobre a invenção do termo no nível de mundo e de Brasil, para distinguir os denominados fenômenos da alfabetização. As praticas sociais de leitura e de escrita nesse momento histórico, emergem como questão fundamental em sociedades distanciadas geograficamente, socioeconomicamente e culturalmente, o contexto e as causas dessa emersão são essencialmente diferentes em países em desenvolvimento.
   Nos países desenvolvidos, as práticas sócias de leitura e escrita mostra que a população, embora alfabetizada, não dominava as habilidades de leitura e de escrita necessárias para uma participação em praticas sociais.
   A partir de 1940 o Censo declara que, aquele que já tinha capacidade de escrever o próprio nome era considerado alfabetizado. Mas ao decorrer desses anos ocorreram algumas mudanças no conceito de alfabetização. Pelo critério de anos de escolarização, em função dos quais se caracteriza o nível de alfabetização funcional da população, ficando implícito nesse critério que, após alguns anos de aprendizagem escolar, o individuo terá não só aprendido a ler e escrever, mas também a fazer uso da leitura e da escrita, verifica-se uma progressiva, embora cautelosa, extensão do conceito alfabetização e letramento. 
   No Brasil, os conceitos de alfabetização e letramento se mesclam, e frequentemente se confundem. Essa discussão surge sempre enraizada no conceito de alfabetização, o que tem levado, apesar da diferenciação, a uma inadequada e inconveniente fusão dos dois processos, com prevalência do conceito letramento.    Entretanto os dois conceitos necessitam de decodificação do código escrito, porem para o individuo ser considerado letrado, ele necessita da compreensão e contextualização.
   Por tanto alfabetização é saber ler e escrever e letramento é saber dominar com competências e habilidades a leitura e a escrita, isto é, fazer uso da leitura e da escrita.

   Magda Soares também aponta a reorganização do sistema de ciclos como sendo uma das causas do fracasso na aprendizagem, que significa a progressiva perda de especificidade do processo de alfabetização que parece vir ocorrendo nas escolas brasileiras ao longo das duas ultimas décadas.